sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A RAINHA DOS PESCADORES




No ano de 1923 houve uma diminuição no pescado da vila de pescadores do Rio Vermelho. Tentando buscar ajuda na Mãe D'Água, Iemanjá, saíram a dois de fevereiro para ofertar presentes à deusa. Ano após ano os pescadores repetiram essa cerimônia. A princípio era feita em conjunto com a Paróquia do Rio Vermelho, devido ao sincretismo entre a rainha do mar e Nossa Senhora da Conceição. Nos anos 60 houve uma reação da Igreja Católica contra o culto pagão, fazendo com que a festa perdesse, oficialmente, a devoção à santa católica. A Igreja de Santana, localizada no mesmo local da festa, sempre mantem as portas fechadas no dia 02 de Fevereiro. Hoje em dia as homenagens a essa orixá começam de madrugada, com devotos do candomblé, da umbanda a e do catolicismo, colocam as ofertas e bilhetes com pedidos em balaios que serão atirados ao mar. Esses balaios são levados por cerca de 300 embarcações, com os saveiro levando a oferenda dos pescadores sempre a frente do cortejo. Essa festa é comemorada somente por catolicos.As pessoas comemoram do mesmo jeito,mas tem gente que nunca ouviu falar da lenda da Iemanjá.

Fonte: Wikpédia, a enciclopédia livre

                                 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Iemanjá no Paralelismo Com a Religião Católica




"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida  por  dona Janaina, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica.
Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta."


                                                                         Jorge Amado

IEMANJÁ




Iemanjá a Rainha do Mar

História

PierreVerger no livroDieux D'Afrique:

 Iemanjá é o orixa dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadam, onde existe ainda o rio Yemanja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a  emigrar  na direção oeste, para Abeokuta,  no  início  do  século  XIX. Não  lhes   foi  possível  levar  o  rio, mas, transportaram  consigo   os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ôgùn, que  atravessa  a região, tornou-se, a partir  de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ôgùn não deve, entretanto, ser  confundido com Ôgún, o orixa  do ferro e dos ferreiros.